A 14 de julho, foi publicada uma nova tabela online que lista as atualizações obrigatórias de software de segurança para determinados equipamentos de tacógrafo. Esta tabela resulta de vulnerabilidades identificadas em alguns modelos e está a ser gerida pelo Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia, ao abrigo do artigo 20.º, n.º 4, do Regulamento (UE) n.º 165/2014.
Na prática, isto significa que os tacógrafos de segunda geração (G2V2) de duas marcas, Continental e Stoneridge, podem estar sujeitos a atualização de segurança obrigatória, consoante o modelo instalado na viatura.
Quais são os prazos para a atualização do software dos tacógrafos?
Para os tacógrafos Continental abrangidos, a atualização é obrigatória desde 15 de julho de 2026. Para os tacógrafos Stoneridge, o prazo começa a 1 de setembro de 2026. Em ambos os casos, a atualização deve ser feita, o mais tardar, na próxima inspeção periódica do veículo, ou na primeira instalação do equipamento.
O que deve fazer o operador de transportes
O primeiro passo é simples: consultar a tabela oficial da Comissão Europeia e verificar se algum dos tacógrafos, sensores de movimento ou cartões utilizados na frota consta da lista de equipamentos afetados. Quem preferir pode também contactar diretamente a oficina onde costuma realizar as verificações periódicas do tacógrafo, e confirmar se algum equipamento precisa desta atualização.
Vale ainda referir que a questão dos custos continua em aberto. A IRU (União Internacional de Transportes Rodoviários) já questionou a Comissão sobre este tema, e a resposta da DG MOVE foi clara: não existe base jurídica para impedir que os custos da atualização sejam repercutidos nos utilizadores finais. Na prática, isto tem levado a situações distintas entre fabricantes, já que a Continental cobrou uma taxa pela atualização, enquanto a Stoneridge disponibilizou a sua gratuitamente.
Porque é que isto importa?
Um tacógrafo desatualizado pode gerar problemas em fiscalizações e inspeções, além de representar um risco de segurança informática que a própria Comissão já reconheceu. Por isso, mais vale verificar agora do que ser surpreendido numa inspeção técnica.
Na CargonetOnline, sabemos como estas obrigações regulatórias podem representar uma carga extra de gestão para as transportadoras. Por isso continuamos a acompanhar de perto as novidades do setor e a facilitar o encontro entre quem precisa de transportar e quem tem capacidade disponível.
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